Uncategorized Archives - Maria Cobogó
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por Ana Maria Lopes *   Estava na frente do quadro Noite Estrelada, do Van Gogh. Ficava numa pequena sala do Museu de Arte Moderna de Nova York – MoMa e, de repente, me vi sozinha com ele. O quadro e eu. Um arrebatamento, uma sensação de...

Alberto Bresciani*     Não há nenhum som no andar de baixo O silêncio do gato pergunta o nome que ali existiu, quem tomou água fresca do copo que resseca sobre o pó de qualquer lugar.   As demoras da solidão desapareceram com a febre no corpo, o escape do ar, entre os pés da pressa dos seres de branco que...

por Lucilia de Almeida Neves Delgado* Pés no chão. Regato com pedregulhos no leito. Enxurrada a descer pelas bordas das calçadas. Rodopios ao som de música para dançar. Corações disparados e rostos colados. Árvore gigantesca lotada de mangas. Bola a zunir no jogo de queimada. Chão...

por Nazaré Bretas   Tive até aqui dezenas de endereços, em cinco diferentes cidades. Na maior parte dos casos, estabeleci com eles relação do tipo pouso, não de vivenda, A mim, vida afora, interessou mais o exterior, não necessariamente a vizinhança. Quase nunca me vi na chamada...

por Rebeca Carneiro* O meu primeiro banho foi abençoado. Nasci em uma pensão de estudantes universitários na cidade de Salvador, Bahia. Meu pai era estudante de engenharia e a minha mãe tomava conta da pensão. A ocupação era mesmo essa: “tomar conta”. Esta denominação foi se...

Miriam Dascal*     Você mergulhado em você, ainda não é um NÁUFRAGO, pensa que sim, começa revelação na pele, na calmaria no útero do mar, tesão, prazer, orgasmo incandescente, neste abismo de águas...

por Nazaré Bretas* O assassinato do jovem de quatorze anos dói em mim. Desde o 18 de maio, essa dor me ocupa, não cessa. Não entendi de início as razões e a força desse sentir, amortecida que tenho estado quanto a luto e revolta diante de...

por Maria Amélia Elói*   Sóis pendurados nos galhos, à nossa espera. Algum chuvisco e lama grossa na estrada de chão, às vezes engastalhando o trote do cavalo baio que nos buscava de carroça na venda dos Moreira, onde o ônibus parava, e nos levava à casa...

Elisa Mattos*   Camisola ou pijama ou saída de praia o dia inteiro. De vez em quando um vestidinho, para fingir um dia normal. Acordo tarde, faço café, leio as notícias, respondo mensagens, faço pedidos para entrega em domicílio, olho as horas: já é boa tarde.   Sigo de novo...