MULHER
por Fátima Pereira * | Porque sou mulher Posso ser louca, insana, arredia Minha alma, muitas almas Sou a Sofia dos gregos A Joana dos desesperados A bruxa queimada em Salamanca Beata na visão de Fátima A filha
por Fátima Pereira * | Porque sou mulher Posso ser louca, insana, arredia Minha alma, muitas almas Sou a Sofia dos gregos A Joana dos desesperados A bruxa queimada em Salamanca Beata na visão de Fátima A filha
por Ana Maria Lopes * | Meu Deus ( se meu Deus houver) me dê a paciência dos pescadores para que eu possa esperar tudo que ainda hei de ver e viver Me dê a serenidade dos morros
por Claudine M. D. Duarte* | “Agora corre”, falou apontando a arma para mim. Eu, paralisada, queria abrir a boca, falar eu não corro, eu não pulo, eu manco... mas não saiu nada até ele apertar o gatilho e
por Sandra Daher * | Na meia penumbra, no conjunto de teclas negras da máquina de escrever, eu via jabuticabas. Elas apareciam de novo, quando fazia nova foto da máquina, noutra tentativa de melhorar o ângulo para os
por Christiane Nóbrega* | Sabe aquele combinado de casal de excludente de ilicitude? Aquele que, se o Chico Buarque te paquerasse não seria traição e que a gente faz sabendo que nunca ele vai te dar mole e muito
por Maria Amélia Elói* | “Boa noite. Diga ao menos boa noite. Abra ao menos a janela. A serenata é pra vocêêêêê, ôôôôôô...” Assim começavam as serenatas do meu grupo de jovens, lá pelos mil novecentos e muitos, quase