O Primeiro Banho - Maria Cobogó
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O Primeiro Banho

por Rebeca Carneiro*

O meu primeiro banho foi abençoado. Nasci em uma pensão de estudantes universitários na cidade de Salvador, Bahia. Meu pai era estudante de engenharia e a minha mãe tomava conta da pensão. A ocupação era mesmo essa: “tomar conta”. Esta denominação foi se modernizando e depois mudou para gerente e hoje é CEO. A minha madrinha, Dona Lila, era a dona do estabelecimento e a minha babá, uma negra descendente de escravos. Contam que o meu primeiro banho, sob o olhar apreensivo da minha mãe, foi uma seção de pajelança. A minha madrinha, senhora abastada, colocou na bacia de alumínio, após devidamente esterilizada com álcool, todas as joias que tinha e a minha babá, Dona Chica, todas as ervas baianas. Acreditavam estarem invocando fortuna, saúde, sorte e proteção. Estou certa que funcionou. Tenho uma excelente saúde e me sinto protegida. A primeira grande sorte foi ter nascido. Há evidências científicas que é uma acirrada competição. Eu venci. Com todas essas bênçãos posso me considerar afortunada. Mas ainda faltam a grande sorte e fortuna de ganhar uma bolada na loteria. Aí sim, sorte e fortuna estariam fazendo justiça aos poderes sobrenaturais invocados. Talvez tenha faltado acrescentar  leite e mel.

A minha madrinha e a minha ama, por intuição e sabedoria ancestral, já sabiam o que muitos anos depois foi demonstrado pelo fotógrafo Massaru Emoto (1), em suas pesquisas e experiências sobre o comportamento das águas.

Massaru Emoto, fotógrafo e pesquisador japonês registrou que, sob o efeito de determinados sons, palavras, pensamentos e sentimentos, a estrutura molecular da água se altera apresentando diferenças nas imagens de cristais de gelo.  A técnica consistia basicamente em congelar diversas amostras de água, submetê-las à mensagens específicas e fotografar os cristais formados. O interesse do Sr. Emoto era estudar a estrutura molecular da água e o que a afeta. Para tanto, submeteu diferentes amostras de água a estímulos mentais, congelou-as e as fotografou com microscópios de campo escuro.

Entre as muitas experiências que fez, a mais popularmente conhecida é a que foi divulgada no documentário “O Saber”. Em uma estação de metrô foram expostas diversas amostras de água de diversas fontes e qualidades. A de uma represa com água poluída e uma amostra similar depois de submetida a uma oração de 150 pessoas lideradas por um monge budista; outra de água destilada comparada a amostras semelhantes com rótulos escritos com palavras, ódio, amor e gratidão. As pessoas que passavam pela movimentada estação olhavam as amostras e seguiam seu caminho. Depois de um tempo as amostras foram recolhidas e fotografadas. As amostras com palavras positivas apresentavam um cristal bem formado e as com palavras negativas, apresentavam cristais deformados. Também comparou os cristais de água de rios poluídos com os submetidos a diversos tipos de música e a essências de flores como a da camomila.

Há um consenso na ciência de que o nosso corpo é composto na maioria por água. Variando um pouco com a idade, as proporções são aproximadamente, nos fetos 99%, nos bebês 90%, na idade adulta 70% e na velhice 50%.

Você tem ideia de como é ter belos cristais fluindo por todo o corpo? Se um simples “muito obrigado” muda uma molécula de água, imagine o que uma prece, palavras de amor, encorajamento e compaixão, produzem em nosso corpo. Com o mesmo entendimento, também podemos adoecer com palavras, pensamentos e sentimentos negativos, como inveja, tristeza, mágoas e ódio. Nossos pensamentos e sentimentos afetam a nossa estrutura física transformando a “nossa água” para melhor ou para pior qualidade, refletindo diretamente na nossa saúde.

Já se discutiu muito sobre se o acontecimento psíquico pode ou não ser observado do ponto de vista energético.   Para me ajudar nessa fundamentação pedi ajuda à Jung (1), que diz “A priori, não há motivo que impeça, pois não há razões para que não se considerem os fenômenos psíquicos como objetos da experiência objetiva, uma vez que o psíquico em si também pode ser objeto de experiência”.  A energia psíquica é um dos pontos de vista pelos quais os fenômenos físicos podem ser considerados, além do ponto de vista mecanicista.

Nessa abordagem, a ideia de energia não é a de uma substância que se movimenta no espaço, mas um conceito abstraído das relações de movimento. Sua base são as relações e não a do conceito mecanicista de ser uma substância que se move no espaço. O conceito de energia psíquica é tão legítimo na ciência quanto o da energia física. Jung acrescenta: ”…tenho certeza de que a energia psíquica está de alguma forma intimamente ligada ao processo físico“.

Se é o olho do observador que determina a realidade; se o olho do observador é orientado pela mente, pela energia psíquica, que não necessariamente precisa dos olhos para se manifestar e atuar no processo físico da água em nosso corpo; e que o  Dr. Massaru Emoto, registrou através de fotografias em suas experiências; quais energias psíquicas estão no seu comando ?

A energia psíquica é quântica, seu campo de influência é ilimitado. Entende agora, por que fui abençoada no meu primeiro banho?

(1)C.G.Jung, Obra Completa. Dinâmica do Inconsciente. Energia Psíquica.

 

***

 

* Rebeca carneiro é engenheira, leitora voraz, vegetariana, adepta da teoria quântica e  vai transformar o mundo pela forma como interage com ele.