Maria Cobogó | Educar para Ser – Valores e Virtudes
18332
post-template-default,single,single-post,postid-18332,single-format-standard,translatepress-pt_BR,ajax_fade,page_not_loaded,,qode-title-hidden,side_area_uncovered_from_content,qode-theme-ver-16.5,qode-theme-bridge,disabled_footer_bottom,wpb-js-composer js-comp-ver-5.4.7,vc_responsive

Educar para Ser – Valores e Virtudes

por Solange Cianni

Uma visão holística para a Educação, um novo olhar. Sugere um mergulho profundo na vastidão da individualidade, como uma radiografia da alma. O respeito à singularidade e ao particular que somos sem perder de vista o todo, o coletivo.

VERDADE. 

Uma nova escuta conectada ao coração, propondo uma atitude de plena atenção  àquilo que o outro é, sem julgamento.

 AMOR.

       Vivenciar estar no lugar do outro, experimentar trocar, ser o avesso. Praticar o respirar, observar, sentir, intuir, escutar, rever, discutir, pausar e novamente respirar e meditar.

EMPATIA.

        Nesses tempos de “não há mais tempo”, de “não posso, estou com pressa”, onde quase tudo, e até as pessoas, são tratadas como descartáveis, é quase uma missão impossível falar de pausa para refletir, ócio criativo, trocar opinião, conviver. A tarefa é,  então, nutrir a  saudável teimosia que não nos deixa desistir de, todos os dias, acreditar que podemos fertilizar o solo árido, semear e fazer germinar a boa semente.

 ESPERANÇA.

Sonho? Quem não sonha não cria, não projeta e não edifica seus ideais. Passa pela vida sem deixar marcas.

Utopia ? É o que nos move àquilo que ainda não alcançamos.

 CORAGEM.

        Temos presenciado crises de toda ordem, disputas de poder, destruição do meio ambiente, falta de tolerância e respeito às diferentes tradições e culturas dos povos que habitam o nosso planeta. Uma forte tendência à fragmentação de toda ordem, banalização do tradicional, do ancestral e da relação com o saber.

 PERSISTÊNCIA.

      Um crescimento desordenado e descontrolado das tecnologias, trazendo novos desafios na comunicação entre as pessoas. Um panorama caótico e, ao mesmo tempo, provocador e promissor.

CRIATIVIDADE.

      Uma educação que perpetua a cultura do ter, ignorando o Ser. Uma pedagogia da concorrência, reflexo de uma sociedade capitalista e consumista, responsável por promover a competitividade não saudável, a desigualdade, estimulando o caminho da individualidade egoísta.

 RESILIÊNCIA.

        É preciso (e urgente) cuidar do Ser, pois estamos nos afastando de nós mesmos a cada dia e, consequentemente, do outro.  Se quisermos uma sociedade mais saudável do que a que temos agora, precisamos investir, pacientemente, numa educação que vise formar indivíduos sadios, oferecendo uma pedagogia que estimule o autoconhecimento, a autoestima, a construção do afeto respeitoso, da aceitação da singularidade de cada ser e da boa convivência.

 COOPERAÇÃO.

       Quem  aprende a se amar  saberá amar o outro.

 LIBERDADE.

***

foto: Daily Express