<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Arquivos Arte - Maria Cobogó</title>
	<atom:link href="https://mariacobogo.com.br/tag/arte/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://mariacobogo.com.br/tag/arte/</link>
	<description>Coletivo Editorial Maria Cobogó</description>
	<lastBuildDate>Sun, 17 Oct 2021 23:31:15 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=6.9</generator>
	<item>
		<title>&#8220;Eu vou contar na ordem. Sim. Na ordem.&#8221;</title>
		<link>https://mariacobogo.com.br/eu-vou-contar-na-ordem-sim-na-ordem/</link>
					<comments>https://mariacobogo.com.br/eu-vou-contar-na-ordem-sim-na-ordem/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[MARIA COBOGÓ]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 18 Oct 2021 00:07:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Arte e Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Featured]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Arte]]></category>
		<category><![CDATA[dostoievski]]></category>
		<category><![CDATA[teatro]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://outros-sites-mariacogobo-com-br.myzifz.easypanel.host/?p=19481</guid>

					<description><![CDATA[<p>por Claudine M. D. Duarte      Toda verdadeira vida é encontro. (Martin Buber, Eu e Tu) Contar, contar e contar. Depois contar novamente. E de novo, do seu jeito. Com o olhar, o ouvido, o sentido. Muito; para fazer sentido. Outro tanto para ser acolhido, incluído e até espelhado. Assim tem sido. Nos reunimos desde</p>
<p>O post <a href="https://mariacobogo.com.br/eu-vou-contar-na-ordem-sim-na-ordem/">&#8220;Eu vou contar na ordem. Sim. Na ordem.&#8221;</a> apareceu primeiro em <a href="https://mariacobogo.com.br">Maria Cobogó</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>por <strong><a href="https://outros-sites-mariacogobo-com-br.myzifz.easypanel.host/escritoras/claudineduarte/">Claudine M. D. Duarte</a>    </strong></p>
<p><em> </em></p>
<blockquote>
<p style="text-align: right;"><em>Toda verdadeira vida é encontro.</em><br />
(Martin Buber, Eu e Tu)</p>
</blockquote>
<p>Contar, contar e contar. Depois contar novamente. E de novo, do seu jeito. Com o olhar, o ouvido, o sentido. Muito; para fazer sentido. Outro tanto para ser acolhido, incluído e até espelhado.</p>
<p>Assim tem sido. Nos reunimos desde tempos imemoriais, em torno do fogo ou não, e partilhamos, dias e noites, pedaços de vida. Contamos histórias. Recontamo-las.</p>
<p><em>Uma Criatura Dócil</em>, no teatro, é uma história recontada. Gerada pelo encontro de uma paixão e um sonho – como tudo que vale a pena neste mundo.</p>
<p>Desde sempre apaixonada pela literatura, fiz de meus amigos os companheiros de discussão de algumas obras que me despertaram interesse e reflexões mais profundas. Desejava partilhar com eles minhas descobertas e – imaginava – emoções…</p>
<p>A vida me permitiu integrar grupos de leitura e percebi que as descobertas e emoções podem ser, ao mesmo tempo, individuais e coletivas. Que, no encontro, a literatura se torna maior. Nas palavras de Jacob Moreno:</p>
<blockquote><p><em>E arrancarei meus olhos para colocá-los no lugar dos teus;</em><br />
<em>Então ver-te-ei com os teus olhos e tu ver-me-ás com os meus.</em></p></blockquote>
<p>Durante a leitura do livro do Dostoiévski, em 2003, imagens saltaram das páginas: o marido ao lado da esposa morta, num palco escuro, remoendo a sua – deles – tragédia do silêncio. Sonhei com um espetáculo teatral, um monólogo; e uma certeza: aquela era uma história que eu iria recontar.</p>
<p>Muitos anos até encarar o desafio de narrar a construção do silêncio na vida daquele casal. Contar da falta de pontes. Do não se importar. Essa era a ideia: contar para partilhar.</p>
<p>Então surgiu o receio: como adaptar Dostoiévski? Depois de um curso livre de Literatura Russa com Eva Leones, doutora em Letras pela USP, o incentivo e o caminho. Thomas Mann já havia afirmado que os romances de Dostoiévski são dramas grandiosos e foram construídos segundo as regras do palco. Na Rússia, o ator e diretor Konstantin Stanislavski deu início, em 1891, a uma longa tradição de encenar Dostoiévski, considerando que, em suas obras, são permitidos mergulhos nas profundezas da vida do espírito humano – o que é essencial para o caráter transformador do teatro. Com essa inspiração, nasceu o primeiro esboço, em três atos. A estrutura do texto original, apoiada na arquitetura própria de todo teatro, permitiu reconstruir a narrativa e definir elementos de composição, como: Portão/Limiar, Biombo/Silêncio, Janela/Punição.</p>
<p>O processo da escrita fluiu intensamente e, em seguida, tive a colaboração da Profª Ludmila Grigoriyevna, diretora do Centro Cultural Rússia Antiga, que, do original <em>Krotkaya</em>, capturou significados importantes no discurso polifônico do personagem criado por Dostoiévski em 1876.</p>
<p>Assim foi. Talvez pela inércia do movimento – e com toda a sorte de encontrar pessoas talentosas, disponíveis e generosas –, aceitei o desafio de dirigir a montagem. Ou melhor, <em>ousei dirigir.</em> Decidi mergulhar, com toda a minha paixão, numa história, e na coordenação de um grupo que conta essa história. E saltar, alçar o voo da viagem e partilhar emoções, recontar desencontros e, quem sabe, possibilitar ressignificações e reencontros.</p>
<p>Descobri um universo em camadas. As palavras, os silêncios, os movimentos, a música… a luz! As mãos, o olhar. <em>Num olhar, ela teria compreendido tudo…</em> – escuto os atores emprestando sua voz ao personagem. Eu me arrepio. Assim tem sido. Acompanhada pelo meu sonho, minha intuição e uma inesgotável – talvez incompreensível – confiança, ando pelo palco, ao lado do personagem, procurando o sentido, sentidos. Meu corpo me avisa. Pressinto o público, pressinto vocês. Espero que venham. Que nos assistam.</p>
<blockquote><p><em>Qualquer coisa, qualquer coisa, se abrisse os olhos apenas uma vez… Por um só momento, apenas um!</em></p></blockquote>
<p>Que nos permitam recontar <em>Uma Criatura Dócil</em>. Que o teatro permita nosso reencontro. <em>Ouçam, senhores!</em></p>
<p>Ouçam novamente. E mais uma vez. São as palavras ditadas pelo escritor que há duzentos anos nos fala, instiga, revela. Ele, que nos transpõe ao fantástico e ao grotesco. Que transgride. Ele, avassalador. Inigualável.</p>
<p style="text-align: center;"><strong>***</strong></p>
<p><strong>Claudine M.D Duarte </strong>– É escritora, arquiteta e dramaturga. Fundadora do Coletivo Maria Cobogó adaptou e dirigiu a peça Uma Criatura Dócil, de Dostoiévski para o teatro. Agora faz uma nova leitura desse autor que mergulha em seus sentimentos mais delicados e profundos.</p>
<p><strong>Fiódor M.Dostóievski</strong> – 1821-1881 &#8211; autor russo que ergueu, em quatro décadas, uma obra colossal, inovadora e ousada. É considerado um dos maiores romancistas da história da Literatura. Neste ano completa seu bicentenário de nascimento.</p>
<p><strong>Uma Criatura Dócil</strong> – Novela baseada em uma notícia lida por Dostoiévski no jornal de São Petersburgo. A notável narrativa é um relato fragmentado do narrador sobre si mesmo, na tentativa de salvar sua alma e vingar-se da sociedade e das suas ambiguidades morais. “Uma Criatura Dócil” é uma tragédia do silêncio. Neste 2021, segundo ano de pandemia, o espetáculo visa provocar o público com a discussão sobre essência e humanidade: pactos de silêncio, dores da solidão, afastamentos involuntários, ausência de abraços e relações fragmentadas.</p>
<p><strong>Osdramátikos</strong> &#8211; Companhia teatral que levará aos palcos do SESC Garagem, nos dias 26 e 28 de outubro de 2021. É uma homenagem ao autor no ano de seu bicentenário. Os atores Abaetê Queiroz, André Araújo e Léo Gomes farão a leitura dramatizada de “Uma Criatura Dócil” (1876), a polifonia de Dostoiévski é ampliada: um monólogo em várias vozes.<strong> </strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>SERVIÇO</strong></p>
<p><strong>Uma Criatura Dócil</strong></p>
<p>De Fiódor M. Dostoiévski</p>
<p>Adaptação de Claudine M. D. Duarte</p>
<p>Com Abaetê Queiroz, André Araújo e Léo Gomes &#8211; OsDramátikos</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>26 e 28 de outubro de 2021</p>
<p>SESC Garagem – 20h</p>
<p>Ingressos gratuitos e limitados pelo Sympla. Link: <a href="https://www.sympla.com.br/uma-criatura-docil__1372038">https://www.sympla.com.br/uma-criatura-docil__1372038</a></p>
<p>Será exigido passaporte de vacinação completo</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>FICHA TÉCNICA</strong></p>
<p>Trilha sonora: Guilherme Cobelo e Lucas Muniz</p>
<p>Captação: Miá Filmes</p>
<p>Backstage: Rodrigo Lelis</p>
<p>Assessoria de Imprensa: Josuel Junior</p>
<p>Fotos e Mídias Sociais: Mari Mattos</p>
<p>Produção: Guinada Produções / Guilherme Angelim</p>
<p>Apoio:</p>
<p>SESC DF / SESC Estudio</p>
<p>BIG BOX Supermercados</p>
<p>MARIA COBOGÓ Coletivo Editorial</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Agenda: No dia 11 de novembro de 2021, no canal do youtube do SESC DF, será veiculado um vídeo comemorativo do bicentenário do escritor russo Fiódor M. Dostoiévski. Trata-se da contrapartida do espetáculo <em>Uma Criatura Dócil</em> aprovada pela curadoria do projeto Sesc Estudio. No vídeo intitulado “Dostoiévski em Várias Vozes”, conteúdo audiovisual produzido por oito artistas e escritoras, Abaetê Queiroz, Léo Gomes, André Araújo, Marcia Zarur, Claudine Duarte, Christiane Nóbrega, Solange Cianni e Ana Maria Lopes, com textos selecionados pela professora de Literatura Eva Leones.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O post <a href="https://mariacobogo.com.br/eu-vou-contar-na-ordem-sim-na-ordem/">&#8220;Eu vou contar na ordem. Sim. Na ordem.&#8221;</a> apareceu primeiro em <a href="https://mariacobogo.com.br">Maria Cobogó</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://mariacobogo.com.br/eu-vou-contar-na-ordem-sim-na-ordem/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>MESTRES COBOGÓS</title>
		<link>https://mariacobogo.com.br/mestres-cobogos-2/</link>
					<comments>https://mariacobogo.com.br/mestres-cobogos-2/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[MARIA COBOGÓ]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Sep 2021 00:07:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Arte e Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Lançamento]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Arte]]></category>
		<category><![CDATA[literatura infantojuvenil]]></category>
		<category><![CDATA[memorias]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://outros-sites-mariacogobo-com-br.myzifz.easypanel.host/?p=19446</guid>

					<description><![CDATA[<p>por Ana Maria Lopes e Marcia Zarur*    Ana Maria - A ideia surgiu quando discutíamos projetos para o Coletivo Maria Cobogó. Olhei para Marcia e seus olhos brilharam. Sentimos que ali nascia uma parceria sólida e unida por uma só motivação. Marcia – No momento em que a Ana Maria falou do projeto eu me</p>
<p>O post <a href="https://mariacobogo.com.br/mestres-cobogos-2/">MESTRES COBOGÓS</a> apareceu primeiro em <a href="https://mariacobogo.com.br">Maria Cobogó</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>por<a href="https://outros-sites-mariacogobo-com-br.myzifz.easypanel.host/escritoras/anamarialopes/"><strong> Ana Maria Lopes</strong></a> e <strong><a href="https://outros-sites-mariacogobo-com-br.myzifz.easypanel.host/escritoras/marciazarur/">Marcia Zarur</a>* </strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Ana Maria</strong> &#8211; A ideia surgiu quando discutíamos projetos para o Coletivo Maria Cobogó. Olhei para Marcia e seus olhos brilharam. Sentimos que ali nascia uma parceria sólida e unida por uma só motivação.</p>
<p><strong>Marcia</strong> – No momento em que a Ana Maria falou do projeto eu me encantei. Esse brilho no olho que ela diz é pura paixão por Brasília e estar nesse projeto foi um presente!</p>
<p><strong>Ana Maria</strong> – A partir daí, sentimos que o Mestres Cobogós se tornaria realidade. Seria uma coleção com dez volumes. Cada um deles dedicado a um mestre na sua área.</p>
<p><strong>Marcia</strong> – Nossa vontade era a de levar para as novas gerações esses nomes &#8211; tão importantes na construção e consolidação de Brasília. Fizemos uma lista de personalidades importantes. Foram mais de trinta.</p>
<p><strong>Ana Maria</strong> – Quando definimos que o primeiro seria o Glenio Bianchetti, foi uma festa! Marcia fez logo contato com a família e partimos para a realização. Foram encontros de uma alegria indizível. Cada conversa com as filhas e a Ailema Bianchetti, era um momento de lembranças, risadas e saudades.</p>
<p><strong>Marcia</strong> – Eu sempre digo que a Cuca, a Ângela e a Dona Ailema são a minha família estendida, então a gente compartilha aquelas lembranças mais felizes. Como a Ana disse: cada encontro é sempre uma festa e ainda tivemos a alegria da Dona Ailema criar a carinha do fantoche Giroflê que conta a história do Glenio Bianchetti. Veja só que privilégio!</p>
<p><strong>Ana Maria</strong> – Giroflê fez festa na alma. Ele é parte da vida do Glenio que teve sua biografia cuidadosamente estudada. Mas os casos contados pela Ailema, Angela e Cuca, deram um sabor especial ao texto. Aos poucos fomos montando a narrativa com peculiaridades do cotidiano dos Bianchetti.</p>
<p><strong>Marcia</strong> – Eu sempre admirei a Ana Maria, mas não imaginava que trabalhar com ela seria tão prazeroso. Nossa sintonia é inacreditável. E, além da ajuda inestimável da família Bianchetti, contamos com a parceria de todas as integrantes do Maria Cobogó. E a Solange Cianni, que é psicopedagoga, fez um encarte com sugestões para professores trabalharem o livro em sala de aula. Além disso, tivemos um projeto gráfico primoroso.</p>
<p><strong>Ana Maria</strong> – Decidido o projeto gráfico e criada uma logomarca para a coleção, vieram as cores. Nossa designer, Bia Socha, penou para manter as cores do livro fieis às tintas do artista. Foram seis meses de encontros e trabalho.</p>
<p><strong>Marcia</strong> – Encontros, trabalho e muito carinho. Tem afeto em cada detalhe desse projeto. Contamos ainda com o olhar certeiro e amoroso da nossa revisora, Gabriela Artemis.  Enfim, formamos uma equipe que trabalhou com dedicação e, principalmente, amor às artes de forma geral.</p>
<p><strong>Ana Maria</strong> – A gráfica imprimiu fielmente a nossa proposta. Por fim, recebemos o livro. Não deu outra. Choramos como se crianças fossemos. O trabalho realizado nos deu ciência de termos feito o melhor que pudemos. Aí veio a melhor parte.</p>
<p><strong>Marcia</strong> – Apresentar o livro para Dona Ailema e para a família Bianchetti foi mágico. Nem preciso dizer que choramos de novo&#8230;</p>
<p><strong>Ana Maria</strong> – Sentimos que nosso projeto iria além. Vamos tentar, com muita fé e idealismo, levar para as escolas públicas a vida e a obra de quem tornou Brasília essa cidade espetacular.</p>
<p><strong>Marcia</strong> – Agora, finalmente, vamos tornar público o livro que tanto nos encantou em sua realização. A cabeça e o coração já pensam e sentem o quão lindos serão os volumes de Athos Bulcão, Dulcina de Morais e tantos outros talentos que Brasília nos ofereceu.</p>
<p style="text-align: center;">                                          <strong>***</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<blockquote><p><strong>Mestres Cobogós/ Glenio Bianchetti</strong> – Editado pelo Coletivo Maria Cobogó será lançado no Beirute da 109 Sul, no dia 22 de setembro, início da primavera, das 17 às 21 horas.</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>*Ana Maria Lopes</strong> e <strong>Marcia Zarur</strong> – são jornalistas, escritoras, parceiras de aventura e apaixonadas por Brasília e sua gente. São integrantes do Coletivo Maria Cobogó e acreditam no poder de transformação e resistência da Literatura.</p>
<p><strong>Imagem: </strong>o clique é do arquiteto e urbanista Geraldo Nogueira Batista que flagrou o momento em que as autoras inserem livro e fantoche (Giroflê) dentro da ecobag Mestres Cobogós. Imperdível!</p>
<p>O post <a href="https://mariacobogo.com.br/mestres-cobogos-2/">MESTRES COBOGÓS</a> apareceu primeiro em <a href="https://mariacobogo.com.br">Maria Cobogó</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://mariacobogo.com.br/mestres-cobogos-2/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Ponto 45</title>
		<link>https://mariacobogo.com.br/ponto-45/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[MARIA COBOGÓ]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 09 Nov 2020 14:01:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Arte]]></category>
		<category><![CDATA[Movimento Negro]]></category>
		<category><![CDATA[poesia]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://outros-sites-mariacogobo-com-br.myzifz.easypanel.host/?p=18864</guid>

					<description><![CDATA[<p>por Jorge Amancio * | o   sol espreita pelas frestas. a neblina acalenta os óculos escuros. pingos lacrimejam o dia. ando ao portão entreaberto. a lembrança entre rasga a voz. no silêncio, o cheiro de flores e mármore. a chuva fina o arco-íris despedem-se da manhã. a terra cobre o corpo. Sem chão, prendo a memória.</p>
<p>O post <a href="https://mariacobogo.com.br/ponto-45/">Ponto 45</a> apareceu primeiro em <a href="https://mariacobogo.com.br">Maria Cobogó</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>por Jorge Amancio * |</strong></p>
<blockquote>
<p>o   sol<br />
espreita<br />
pelas frestas.<br />
a neblina<br />
acalenta<br />
os óculos escuros.<br />
pingos<br />
lacrimejam<br />
o dia.</p>
<p>ando<br />
ao portão<br />
entreaberto.<br />
a lembrança<br />
entre rasga<br />
a voz.<br />
no silêncio,<br />
o cheiro de flores<br />
e mármore.</p>
<p>a chuva fina<br />
o arco-íris<br />
despedem-se<br />
da manhã.<br />
a terra<br />
cobre<br />
o corpo.</p>
<p>Sem chão,<br />
prendo<br />
a memória.</p>
<p>mudo<br />
a cama de lugar,<br />
abraço<br />
o travesseiro.</p>
<p>guardo<br />
a munição<br />
ponto 45.</p>
<p>ouço<br />
Lupicínio Rodrigues<br />
e choro.</p>
<p><strong>***</strong></p></blockquote>
<p><strong>* <a href="https://www.facebook.com/people/Jorge-Amancio/100001370670327">Jorge Amancio</a></strong> é físico e poeta. Escreveu três livros: <em>Negro Jorgen</em>, <em>Batom D’Amor</em> e <em>Morte</em> e <em>Nósourtxs</em>.  Seu primeiro poema foi publicado pelo jornal &#8220;Raça&#8221; do MNU. Em Brasília, participou da criação do <em>Movimento Negro Unificado</em> e foi fundador do <em>Centro de Estudos Afro-Brasileiros</em>. Também participou do <em>Centro Cultural Asé Dudu</em> e criou e edita o grupo <strong>Os Três Mal-amados</strong>. (instagram: <a href="https://www.instagram.com/negrojorgen/?hl=pt-br">@negrojorgen</a>)</p>
<p>O post <a href="https://mariacobogo.com.br/ponto-45/">Ponto 45</a> apareceu primeiro em <a href="https://mariacobogo.com.br">Maria Cobogó</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Em Brasília, dezenove horas&#8230;</title>
		<link>https://mariacobogo.com.br/em-brasilia-dezenove-horas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[MARIA COBOGÓ]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 23 Apr 2020 15:22:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Arte e Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Arte]]></category>
		<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[São Jorge]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://outros-sites-mariacogobo-com-br.myzifz.easypanel.host/?p=18641</guid>

					<description><![CDATA[<p>Claudine M. D. Duarte *   “Enquanto isso, por um descuido que José Arcádio Buendía não se perdoou jamais, os animaizinhos de caramelo fabricados na casa continuavam sendo vendidos no povoado. Crianças e adultos chupavam encantados os deliciosos galinhos verdes da insônia, os esplêndidos peixes rosados da insônia e os macios cavalinhos amarelos da insônia,</p>
<p>O post <a href="https://mariacobogo.com.br/em-brasilia-dezenove-horas/">Em Brasília, dezenove horas&#8230;</a> apareceu primeiro em <a href="https://mariacobogo.com.br">Maria Cobogó</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><a href="https://outros-sites-mariacogobo-com-br.myzifz.easypanel.host/escritoras/claudineduarte/">Claudine M. D. Duarte</a> *</p>
<p>&nbsp;</p>
<blockquote>
<p style="text-align: right;"><em>“Enquanto isso, por um descuido que José Arcádio Buendía não se perdoou jamais, os animaizinhos de caramelo fabricados na casa continuavam sendo vendidos no povoado. </em></p>
<p style="text-align: right;"><em>Crianças e adultos chupavam encantados os deliciosos galinhos verdes da insônia, os esplêndidos peixes rosados da insônia e os macios cavalinhos amarelos da insônia, e assim a alvorada da segunda-feira surpreendeu o povoado inteiro acordado. </em></p>
<p style="text-align: right;"><em>No começo ninguém se assustou.”</em></p>
<p style="text-align: right;">Gabriel García Márquez, <em>in</em> Cem Anos de Solidão</p>
</blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>De manhã, choveu demais da conta. Pediu ao menino que a ajudasse arrumar a bacia sob o telhado. Se chovesse de novo, teria água para o banho da sexta. Proibiu que o filho saísse de casa por uns dias, brava. Não achava certo que o menino voltasse para casa com coisas que achou pelo caminho. Não é de Deus isso de pegar as coisas dos outros. Uma vez, ele voltou com um livro, ela olhava as letrinhas e achava bonito. Quem sabe um dia aprenderia a ler. O menino hoje apareceu com umas compras de comida. ‘A mulher não precisa mais’, disse ele. Muito feio pegar dinheiro dos outros, mas eles tinham que comer. ‘Ela tava caída na parada, num peguei a bolsa, num peguei os documento’, o menino olhava bem dentro do olho dela. Hoje tinham janta, conferiu os pacotes, janta até domingo. Não comia há três dias, guardava o pão pro menino que ainda tinha que crescer, estudar, virar doutor. Deus ajudava que o menino não bandeasse como o pai. O dia ia de embora, fininho, o menino acendeu uma vela. Sem luz desde&#8230; nem lembrava desde quando. Parece que foi no dia que ainda tinha um restinho de gás, mas deixou a vizinha esquentar a sopa do bebê. Como cheirava bem aquela sopa. ‘A mulher do ponto segurava isso’, pegou o terço da mão do menino. Quando voltar as missas ia fazer uma reza bonita. Faria o menino pedir desculpas, mas os mortos não precisavam de comida, verdade. Quem sabe na segunda, o governo libera o dinheiro.</p>
<p>***</p>
<p>Laurinha, vai tomar banho, tem que lavar o cabelo, já são quase cinco horas, falta arrumar a varanda, balões brancos porque foi o que seu pai encontrou, ele nem procurou e eu avisei ‘não precisa ir’, só telefonar ou usar o aplicativo, mas ele tem preguiça do aplicativo, tem preguiça do telefone, parece que quer sair sempre e nem pode&#8230; O shampoo azul, não, Laura! Usa o shampoo rosa, dá brilho, dizem que é de lavanda mas veio rosa, não dá pra confiar em ninguém, mas sua festa vai ser linda, a gente na varanda, já mandei seu pai levar os docinhos para os vizinhos, ficou tão lindo o convite!</p>
<p><em>“Laura do 501 do bloco B faz sete anos hoje!  De nossa varanda queremos comemorar com todos vocês. Parabéns às <strong>sete da noite</strong>. Cantemos juntos!”  </em></p>
<p>O sete da noite em destaque, pra ninguém esquecer. Sete. Tem que ser antes do panelaço das oito e meia, que coisa esse negócio de estragar panelas, seu pai queria pegar aquela, a vermelha, nem pensar, tranquei o armário, quer protestar? – já falei, tem o <em>twitter</em>, nem vem, minha panela!, ano que vem vai ser diferente, vai ter o salão de festas, vou secar seus cabelos agora, que emoção vai ser isso tudo, avisei a senhora dos doces, queria pão de mel, mas ela veio com essa história de coronavírus, pandemia, uma nossa senhora no meio, o moço do chocolate sumiu, nunca mais entregou chocolate pra ela, uma ladainha, contei que você faz sete anos e que nossos vizinhos iriam cantar conosco às sete da noite, aceitei os bem-casados, para cada apartamento um saquinho com sete doces&#8230; pedi trezentos, ficaram tão bonitinhos os bem-casados, amarradinhos com umas fitinhas coloridas, não entendi o negócio das cores, parece que tem a ver com a roupa de uma santa, não deu pra ouvir, ela espirrou na hora, ou tossiu, nem importa, gostei de tudo, veio em tons de rosa, vermelho e bege, se fosse sua tia ela iria dizer que é <em>‘nude’</em>, besteira demais, eu sou uma pessoa simples, bege é bege. Os docinhos são bege por dentro, tem um doce de leite assim bem clarinho, você vai adorar, seu pai chegou, amarre seus sapatos, vou mostrar como deve pregar os balões, vai ser lindo, vou checar se ele foi no bloco da frente, é o principal, todo mundo na janela batendo as palmas, com os docinhos vai dar certo, os balões juntinhos de sete em sete, fiz uma faixa para seu pai segurar do lado de fora da varanda: Laura, sete.</p>
<p>***</p>
<p>Quinta-feira. Dia de São Jorge, “<em>em nome de Deus, estenda-me o seu escudo.</em> Encomenda gigante. Sem chocolate desde a semana santa, teve sorte, muita sorte. A moça ligara ontem, mal tinha bebido o chá de limão com gengibre, a garganta arranhando, “<em>Glorioso São Camilo volvei seu olhar de misericórdia”.</em> Uma mania de sete, a moça ao telefone repetia muitos setes, ficou meio tonta e se apoiou na cadeira perto da televisão, carecia anotar a encomenda. Foi bem perto da hora do almoço, sol alto num céu azul, Dom Bosco escolheu bem esse lugar, “<em>Entre paralelos, terra prometida”.  </em>Nem pode comer por causa das compras. Gostava do mercado que tinha o Santo Antônio. Não entendia o que o santo fazia ali, talvez para proteger os casamentos das pessoas que assim comiam mais, fariam mais filhos, almoços em família. Mas se sentia acolhida por aquele olhar do santo e lembrou da oração: <em>“Foge a peste, o erro, a morte&#8230;”</em> Tão bom o santo, conferiu: doce de leite, farinha de trigo e ovos. Os papéis coloridos para embrulhar os doces em cima da mesa da cozinha. Trezentos. Estava um pouco febril e precisou contar mais de uma vez. Muito bom o bom Deus e Santa Terezinha&#8230; os doces envolvidos um a um nas cores da roupa da santa. Muita sorte pra menina. Sete anos, muito bem, Nossa Senhora do Rosário protege os dias setes. Só lembrou depois que saiu da portaria. Podia até ter lembrado antes, mas aquela dor que doía desde as três da madrugada atrapalhou um pouco&#8230; Nem dormiu. Mas achou indelicada a moça, não desceu pra receber os doces, mandou um empregado. Coitado, ele os contou um a um, foi separando em montinhos de sete e subiu repetindo que faltava um. “<em>O Senhor é abrigo seguro para os oprimidos”,</em> recitou bem baixinho o salmo para o moço que se afastava triste. Ela guardou o dinheiro no bolso de dentro do casaco, como estava frio aquele dia sem sol, <em>“Santa Maria, rogai por nós”</em>. Conseguiu atravessar a avenida e, tropegamente, sentou no banco da parada de ônibus. Viu a tarde ficar cinza escura, eram as vistas?, pensou. Um homem que usava máscara branca se levantou ao vê-la chegar e partiu apressado. “<em>Perdoai-o, Senhor, não sabem o que fazem”.</em> Ela fechou mais o casaco, o frio aumentava e uma grande dor apertou o seu peito, <em>“Assim na terra como no céu”,</em> se deitou<em>.</em> Um banco inteiro somente para ela, <em>“Obrigada, Senhor”</em>. Puxava o ar e o ar não vinha, “<em>Ajudai-me a entender”</em>. Seu último olhar cruzou com os olhos de um cão que vinha ao seu encontro e vertia uma fileira de lágrimas. As lágrimas para o bueiro. Alguém disse que era frio assim, mas ninguém previu esse abismo, nem contou da dor&#8230;O cão, ela quase sorriu – veio fazê-la atentar, São Francisco o protegia, “<em>é morrendo que se vive”.</em></p>
<p>***</p>
<p><strong>“Em Brasília, dezenove horas&#8230;”</strong> na fonte negra da máquina de escrever, o escrivão imaginava. Chegaria em casa, retiraria a Olivetti da caixa, colocaria o papel reciclado e começaria seu conto. Sempre quis começar um assim, <strong>“Em Brasília, dezenove horas&#8230;”</strong>. Uma homenagem à mãe que tinha a vida paralisada na hora da Voz do Brasil.  Ela escutava o programa do governo num rádio grande, de mesa, com um som metálico e chiado ao fundo. O rádio, de madeira nobre, era um legado do pai dela, como a máquina de escrever. Um dia, ele decidiu que seria escritor e pediu a máquina. <em>“Que máquina?”</em>, perguntou a mãe. O sistema da delegacia que estava fora do ar há quase meia hora retornou interrompendo o instante em que ele se lembrava de colocar a Olivetti no banco do carro, com cuidado&#8230; Retomou o relatório e conferiu as anotações. Quinze e quarenta e cinco: homem mascarado e ofegante entrou na delegacia. Importante escrever que estava sozinho no plantão. Anotou as palavras do homem: uma senhora, de casaco marrom, cabelos brancos, suada, desmaiou na minha frente no ponto de ônibus. O ponto ficava perto, mas ele não podia sair. Essencial frisar que estava sozinho naquele momento. O homem não quis se identificar, respondeu que não telefonou para o SAMU porque não tinha créditos no celular. Ou não tinha bateria? Devia ter anotado isso também. A senhora tossia muito, o mascarado pediu que anotasse. Enquanto analisava a precisão do dia, o escrivão ligou o ventilador. É imperativo ficar bem claro o motivo de não ter conseguido falar com o 192. Ocupado. Ocupado. Ocupado.  Os horários estão todos no papel, anotados como devia ser. A vida pode ser resolvida ou perdida nos detalhes. Perfeita a sentença, pode atribui-la à mãe: <em>“A vida, meu filho, a gente ganha ou perde. Nos detalhes!”</em> Decidiu ligar para os bombeiros: 193. Muito incrível as pessoas que escolhem os números dos serviços de emergência. 192 bem perto do 193. Se a pessoa errar na hora do apuro, pode acertar. Enquanto reinicia novamente o sistema, a voz da mãe deliberava no áudio do celular: <em>“Quarentena não devia se chamar assim se dura mais de quarenta dias”.</em> Ouviu de novo, pra ter certeza. Não a encontrava pessoalmente desde o primeiro decreto do Governador. Checou seus apontamentos e, mentalmente, contabilizou o tempo de sua ação: onze minutos. Não era um bom tempo quando se trata de uma vida. <em>“Toda vida conta!”</em>, a mãe repetia o Bill Gates. Ela estava muito feliz com as fábricas que iriam descobrir as vacinas que protegeriam a humanidade do coronavírus. Ficou indignada com a ideia de testarem na África, mas chorar de verdade, com lágrimas e soluços, foi naquela sexta-feira. Ele sabe exatamente o horário em que a mãe telefonou: dezesseis e dezessete do dia dezesseis de abri. A mãe inconsolável porque o presidente demitiu o ministro da saúde. Pensava assim mesmo, tudo e todos em letras minúsculas. Ninguém que magoasse sua mãe mereceria maiúsculas. O sistema voltaria. Em suas notas, o retorno lacônico do corpo de bombeiros: envio de ambulância às dezesseis horas. Confere. Ele escutou as sirenes oito minutos depois. Como fazer o relatório se não souber o nome daquela senhora? Estava apenas desmaiada? Conseguiu ser levada com vida até o hospital? Ela estava mesmo lá? Portava documentos, dinheiro, bolsa? Um celular? Um santinho na mão! Devia ter perguntado qual. Todos os dados importam mesmo que sejam para conduzir aquela senhora aos perversos gráficos e estatísticas nos jornais. Nada do sistema ainda. A mãe ligara mais cedo, voz da mãe, dramática:<em> “Morreu. Não me fale no nome do presidente. Nunca mais. Para mim, ele morreu.”</em> Avisou que ele podia buscar o rádio também já que gosta de herdar “coisas” que pertenceram ao avô. Deliberou que não escutaria mais <em>“notícias de passeios oficiais”</em>. Nada do sistema. O escrivão consultou o relógio e desligou o computador: em breve, sete da noite, desistiu. Já podia imaginar o papel rodando na Olivetti: <strong>“Era uma vez em Brasília, dezenove horas&#8230;”</strong>, ótima abertura.</p>
<p style="text-align: left;">***</p>
<p style="text-align: left;">Se você leu até aqui, esse textão é meu mesmo&#8230; acho que tem muitos caracteres para esta mídia &#8211; outros diriam &#8220;<em>muita coisa escrita&#8221;</em>, quase peço desculpas. Justo hoje, quando comemoram o #diamundialdolivro! Dizem que no 23 de abril de 1616 faleceu Shakespeare e, no dia anterior, o mundo também perdeu Miguel Cervantes. Comemoremos, então. Salvem os livros! Salvem as coisas escritas! Nos salvemos a todos. Amém.</p>
<p style="text-align: center;"><strong>***</strong></p>
<p>* <a href="https://outros-sites-mariacogobo-com-br.myzifz.easypanel.host/escritoras/claudineduarte/"><strong>Claudine M. D. Duarte</strong></a> é arquiteta, dramaturga e escritora. Fomenta a leitura entre os jovens através do Projeto Calangos Leitores. Foi finalista do prêmio Jabuti na categoria Inovação em 2018.</p>
<p>Imagem: OST “SÃO JORGE, OGUM” (2019) do artista Rinaldo Silva (foto gentilmente cedida por Pé Palito Antiquário &amp; Arte)</p>
<p>O post <a href="https://mariacobogo.com.br/em-brasilia-dezenove-horas/">Em Brasília, dezenove horas&#8230;</a> apareceu primeiro em <a href="https://mariacobogo.com.br">Maria Cobogó</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
