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	<title>Arquivos prece - Maria Cobogó</title>
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	<description>Coletivo Editorial Maria Cobogó</description>
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		<title>PRECE</title>
		<link>https://mariacobogo.com.br/prece/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[MARIA COBOGÓ]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 24 Dec 2020 00:07:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Mulheres na literatura]]></category>
		<category><![CDATA[NATAL]]></category>
		<category><![CDATA[poesia]]></category>
		<category><![CDATA[prece]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por Ana Maria Lopes * |   Meu Deus ( se meu Deus houver) me dê a paciência dos pescadores para que eu possa esperar tudo que ainda hei de ver e viver   Me dê a serenidade dos morros para que eu possa, estóica em pedra, durar o tempo do mundo   Meu Deus</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>por <a href="https://outros-sites-mariacogobo-com-br.myzifz.easypanel.host/escritoras/anamarialopes/">Ana Maria Lopes</a> * |</p>
<p>&nbsp;</p>
<blockquote><p><strong>Meu Deus ( se meu Deus houver)</strong></p>
<p><strong>me dê a paciência dos pescadores</strong></p>
<p><strong>para que eu possa esperar tudo</strong></p>
<p><strong>que ainda hei de ver e viver</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Me dê a serenidade dos morros</strong></p>
<p><strong>para que eu possa, estóica em pedra,</strong></p>
<p><strong>durar o tempo do mundo</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Meu Deus (se meu Deus houver)</strong></p>
<p><strong>me dê ainda por bom tempo</strong></p>
<p><strong>o tempo de ouvir os netos,</strong></p>
<p><strong>o riso dessas crianças e seu doce crescimento</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Me dê mais tempo para plantar</strong></p>
<p><strong>e para colher para os que virão</strong></p>
<p><strong>a partir do meu ventre</strong></p>
<p><strong>me eternizando na vida</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Meu Deus (se meu Deus houver)</strong></p>
<p><strong>acrescente ao meu ser justiça</strong></p>
<p><strong>para que eu possa com sapiência</strong></p>
<p><strong>não julgar, mas desviar-me do mal</strong></p>
<p><strong>e procurar o bem</strong></p>
<p><strong>como a água que se procura</strong></p>
<p><strong>em deserto, sedenta dessa dádiva</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Me dê o fogo, a luz e o desejo</strong></p>
<p><strong>Para que eu não esqueça</strong></p>
<p><strong>que o amor é o que aquece,</strong></p>
<p><strong>alimenta e enriquece a vida</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Meu Deus (se meu Deus Houver)</strong></p>
<p><strong>me dê as águas para que nela me banhe</strong></p>
<p><strong>e me purifique, me sacie e me irrigue</strong></p>
<p><strong>para que eu possa, múltipla,</strong></p>
<p><strong>gerar o desafio da existência</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Me dê, se você houver,</strong></p>
<p><strong>o dom da palavra e da escrita</strong></p>
<p><strong>para que eu sempre me permita</strong></p>
<p><strong>ousar o verso, a rima, o verbo</strong></p>
<p><strong>e embalar minhas dores e minhas penas</strong></p>
<p><strong>com o ritmo de meus poemas</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Peço-lhe, meu Deus,</strong></p>
<p><strong>se meu  Deus é,</strong></p>
<p><strong>nunca me livre do estado de êxtase</strong></p>
<p><strong>que encontro ao contemplar o céu e as estrelas</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Me dê, meu Deus, se puder,</strong></p>
<p><strong>a gentileza como penitência</strong></p>
<p><strong>e que ao fim de tudo</strong></p>
<p><strong>quando o mundo for perdendo as cores</strong></p>
<p><strong>reúna em torno de mim meus amores</strong></p>
<p><strong>celebrando comigo a alegria</strong></p>
<p><strong>de não ter vivido em vão</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Por fim, meu Deus,</strong></p>
<p><strong>em sua infinita paciência,</strong></p>
<p><strong>não permita que eu morra</strong></p>
<p><strong>sem a certeza de sua existência.</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Amém.</strong></p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong>***</strong></p>
<p><strong>*<a href="https://outros-sites-mariacogobo-com-br.myzifz.easypanel.host/escritoras/anamarialopes/">Ana Maria Lopes</a></strong> é jornalista, escritora e fundadora do Coletivo Editorial Maria Cobogó. Apaixonada pela vida, nos cedeu sua prece tão necessária em nossos tempos. Acreditemos.</p>
<p>&nbsp;</p>
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]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>PRECE NA PANDEMIA</title>
		<link>https://mariacobogo.com.br/prece-na-pandemia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[MARIA COBOGÓ]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 07 Dec 2020 02:00:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[#2020]]></category>
		<category><![CDATA[pandemia]]></category>
		<category><![CDATA[poesia]]></category>
		<category><![CDATA[prece]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por Lucilia de Almeida Neves Delgado * |   Ouço o silêncio das milhões de dores atordoa mais do que amores perdidos É pesado como tristezas minerais   O ar maciço como água represada pede oração   Que teus sonhos se tornem insônia definitiva para os indiferentes Que pintem suas almas com cores enlutadas dos</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>por<strong> Lucilia de Almeida Neves Delgado * |</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<blockquote><p>Ouço o silêncio das milhões de dores</p>
<p>atordoa mais do que amores perdidos</p>
<p>É pesado como tristezas minerais</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O ar maciço como água represada</p>
<p>pede oração</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Que teus sonhos se tornem insônia definitiva para os indiferentes</p>
<p>Que pintem suas almas com cores enlutadas dos sonhos desfeitos</p>
<p>Que o coro de tuas vozes acorde os distraídos</p>
<p>neles esculpindo cicatrizes profundas</p>
<p>Que tuas saudades ressoem nos olhos dos que ditam</p>
<p>tornando-os opacos e sem vida</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Que as agonias dos que ficaram</p>
<p>ressoem em agudos gritos nos ouvidos dos poderosos</p>
<p>Que o sofrimento das horas em que tuas vidas se apagaram</p>
<p>se transforme em chagas nas entranhas dos maus</p>
<p>Que a solidão das despedidas</p>
<p>se faça constância na vida dos dominadores</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Que a terra que se fez leito frio, definitivo</p>
<p>feche a garganta dos indiferentes poderosos</p>
<p>Que as dores dos que ficaram</p>
<p>atinjam como milhares de setas os corações dos coniventes</p>
<p>Trazendo-lhes sofrimento irremediável, atroz</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Que das luzes das estrelas</p>
<p>Façam-se mel nas mãos dos que te socorreram</p>
<p>Que as flores matutinas</p>
<p>suavizem as lágrimas dos que te perderam</p>
<p>Que as teclas dos pianos</p>
<p>consolem as vidas que seguirão no apesar</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Que as almas dos que por tuas vidas lutaram</p>
<p>ganhem fluidez de nobre beleza</p>
<p>Que a generosidade dos que te acolheram</p>
<p>faça  canções para alegrar-lhes a vida</p>
<p>Que a força dos que resistiram</p>
<p>torne-se certeza de renovado futuro</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Que o céu possa acolher com suavidade os que chegam</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Que milhões de estrelas cadentes se desprendam das nuvens</p>
<p>trazendo boa nova ao mundo</p>
<p>Amém!</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong>***</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>*Lucília Neves de Almeida</strong> <strong>Delgado</strong> é escritora e historiadora. Ama flores, poesia e a vida. Tudo junto e misturado.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Imagem: <em>O Tempo (2019-2020)</em>, de Tâmara Habka: <a href="https://www.instagram.com/paprikadatil.art/">@paprikadatil.art</a></p>
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