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	<title>Arquivos tempo - Maria Cobogó</title>
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	<description>Coletivo Editorial Maria Cobogó</description>
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		<title>Divagações, respiros e (uma) viagem com Alberto Bresciani</title>
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		<dc:creator><![CDATA[MARIA COBOGÓ]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 29 Apr 2019 21:00:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Arte e Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[poesia]]></category>
		<category><![CDATA[tempo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por Claudine M. D. Duarte “E somos só isto mesmo: animais solitários, tentando a sorte, insistindo no tempo Até que alguma palavra caia, por sorte, azar, castigo ou revelação, e, enfim, possamos aceitar.” Alberto Bresciani “Fundamentos de Ventilação e Apneia”, da editora Patuá, é o novo livro do querido Alberto Bresciani, “poeta nas horas válidas”,</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Por <a href="https://outros-sites-mariacogobo-com-br.myzifz.easypanel.host/escritoras/claudineduarte">Claudine M. D. Duarte</a></p>



<p style="text-align: right;"><em>“E somos só isto mesmo: animais solitários, </em></p>



<p style="text-align: right;"><em>tentando a sorte, insistindo no tempo</em></p>



<p style="text-align: right;"><em>Até que alguma palavra caia, por sorte,</em></p>



<p style="text-align: right;"><em>azar, castigo ou revelação,</em></p>



<p style="text-align: right;"><em>e, enfim, possamos</em></p>



<p style="text-align: right;"><em>aceitar.”</em></p>



<p style="text-align: right;"><em>Alberto Bresciani</em></p>



<p><strong><em>“Fundamentos de Ventilação e Apneia”</em></strong><strong>,</strong> da editora Patuá, é o novo livro do querido Alberto Bresciani, “poeta nas horas válidas”, em suas palavras&#8230; e enquanto o livro não chega ao nosso planalto, revivo, respiro e inspiro novamente o seu poema CARTA AOS CRENTES.</p>



<p>Começo pelo título: <strong>CARTA AOS CRENTES. </strong> Em minha leitura, entendi que o texto é endereçado aos que acreditam, que esperam, mesmo que equivocadamente, em algo que pode ter chances muito pequenas de ocorrer. Ou que acreditam nas pessoas. Simples assim&#8230; E, obviamente, essa crença terá consequências, como todas as teorias e hipóteses que nos constroem&#8230; Assim, a carta é como um alerta, aviso ou mesmo cumplicidade. A cumplicidade se o poeta não se exime da crença&#8230;</p>



<p>A seguir, as estrofes do poema em CAIXA ALTA e <strong>negrito</strong>, para diferenciar de minhas divagações&#8230; viagens, devaneios?</p>



<p style="text-align: left;"><strong>TUDO É SURPRESA:</strong></p>



<p style="text-align: left;"><strong>AS PALAVRAS, NOSSA PRÓPRIA </strong></p>



<p style="text-align: left;"><strong>ARQUEOLOGIA,</strong></p>



<p style="text-align: left;"><strong>REVELAÇÕES METAFÍSICAS.</strong></p>



<p>Nós homens, somos surpreendidos conosco mesmos, nossas palavras e nossos atos, nossas realizações, produções e mesmo os restos disso tudo. Ou seja, ao mergulharmos em nós mesmos e em nossa história, ficaremos surpresos.</p>



<p style="text-align: left;"><strong>E SÃO IMPREVISÍVEIS</strong></p>



<p style="text-align: left;"><strong>AS FÁBULAS E FACAS</strong></p>



<p style="text-align: left;"><strong>QUE NOS ATIRAM.</strong></p>



<p>Além da surpresa com o profundo contato conosco, também contaremos com a imprevisibilidade das narrativas que podem nos enganar, iludir e até mesmo ferir.</p>



<p style="text-align: left;"><strong>SÃO IMPREVISÍVEIS AS TARDES</strong></p>



<p style="text-align: left;"><strong>E AS ÁRVORES PLANTANDO RAÍZES</strong></p>



<p style="text-align: left;"><strong>NOS RINS.</strong></p>



<p>Seremos nesse conhecimento, surpreendidos também com a imprevisibilidade do passar do tempo: tardes e árvores criando raízes dentro de nós mesmos&#8230; inexoravelmente.<strong><br /></strong></p>



<p style="text-align: left;"><strong>TRAÇADOS E MAPAS</strong></p>



<p style="text-align: left;"><strong>TAMBÉM SÃO INÚTEIS,</strong></p>



<p style="text-align: left;"><strong>PORQUE AMORES SE ESCONDEM,</strong></p>



<p style="text-align: left;"><strong>APARECEM QUANDO QUEREM</strong></p>



<p style="text-align: left;"><strong>E TANTO OS ACHAMOS</strong></p>



<p style="text-align: left;"><strong>COMO NÃO.</strong></p>



<p>E, por mais que tentemos e caminhemos, não há receita de bolo&#8230; não existem placas com indicações seguras&#8230; não há segurança em nada. Nem nos amores. Não temos controle sobre quem amamos. Amamos e pronto. Independente de sermos autorizados ou não. Decididos a amar ou não. Ou, pior, não amamos e pronto. E não podemos fazer nada em relação a isso. Perdidos, sem mapa e sem controle remoto.</p>



<p style="text-align: left;"><strong>MAS UM DIA, NO SOFÁ,</strong></p>



<p style="text-align: left;"><strong>ANTES DO NOTICIÁRIO,</strong></p>



<p style="text-align: left;"><strong>VIRÁ O REINO, </strong></p>



<p style="text-align: left;"><strong>O QUE VALE ÀS ARTICULAÇÕES</strong></p>



<p style="text-align: left;"><strong>E À MEDULA,</strong></p>



<p>Como somos crentes &#8211; leitores e poeta, mesmo com toda imprevisibilidade, num dia ou uma noite qualquer, numa hora comum, seremos atingidos por uma descoberta importante. Uma descoberta daquelas que fazem valer a vida. Uma descoberta que nos fará agradecidos por estar no aqui e agora. O reino pode ser um carinho, uma palavra, um abraço, um pão caseiro, uma manta sobre pés frios&#8230; </p>



<p style="text-align: left;"><strong>APAGARÁS DE VEZ OS METEOROS.</strong></p>



<p style="text-align: left;"><strong>SABERÁS, COM CERTEZA LUNAR,</strong></p>



<p style="text-align: left;"><strong>COMO AFOGAR A TRISTEZA</strong></p>



<p style="text-align: left;"><strong>NO SUMO DA AMEIXA.</strong></p>



<p>Nesse dia ou nessa noite qualquer, com a chegada do &#8216;Reino&#8217;, teremos um momento de paz e serenidade. Não temeremos meteoros e nem tempestades. Seremos senhores do tempo &#8211; como a Lua &#8211; comendo uma fruta qualquer.</p>



<p>O poema <em>Carta aos Crentes</em> integra um livro ainda não publicado e tive acesso ao texto pelo <em>Tantas Palavras</em>, em abril de 2017, no jornal Correio Braziliense. Aos que gostaram desse poema, sugiro que escutem a poeta Noélia Ribeiro, que escreveu a orelha do próximo livro de Alberto Bresciani:</p>



<p><strong><em>Procedamos, então, à leitura da poesia brescianiana, porquanto “às vezes é melhor não dizer nada, ou quase”. </em></strong></p>



<p>E esse quase, na poesia, é o tudo que nos permite as viagens que nos garantem o ar, a respiração. Vida, enfim.</p>



<p style="text-align: center;">***</p>



<p><strong> </strong></p>
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