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	<title>Arquivos são joão - Maria Cobogó</title>
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	<description>Coletivo Editorial Maria Cobogó</description>
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		<title>VIVA SÃO JOÃO!</title>
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		<dc:creator><![CDATA[MARIA COBOGÓ]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 22 Jun 2020 12:05:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[memorias]]></category>
		<category><![CDATA[são joão]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por Christiane Nóbrega*   “Olha pro céu meu amor, vê como ele está lindo, olha pra aquele balão multicor que lá no céu vai sumindo...” Junho chegando, friozinho, seca, provas de fim de bimestre e o colorido das bandeirinhas. Era assim. Mês de São João, aquele que antecedeu Jesus, antecedia as férias de julho.  </p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>por Christiane Nóbrega*</p>
<p>&nbsp;</p>
<blockquote><p>“Olha pro céu meu amor, vê como ele está lindo, olha pra aquele balão multicor que lá no céu vai sumindo&#8230;”</p></blockquote>
<p>Junho chegando, friozinho, seca, provas de fim de bimestre e o colorido das bandeirinhas.<br />
Era assim. Mês de São João, aquele que antecedeu Jesus, antecedia as férias de julho.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>São João, feito Natal, se celebra na véspera.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Nós, as crianças da rua, fazíamos bandeirinhas com revistas velhas e jornais e colávamos com grude no barbante. Algumas vezes até guardávamos de um ano pro outro. As mais velhas preparavam a mistura e amarravam os fios prontos nos postes. Uma caótica e maravilhosa organização.</p>
<p>Tinha sempre um vizinho que implicava com a farra. Aí a porta dele ficava sem enfeites, como uma marca da chatice.</p>
<p>Na calçada, alguém puxava a extensão e colocava o vinil de Gonzaga no três em um. E a festa acontecia já na preparação.</p>
<p>Os adultos repartiam entre si as comidas e bebidas. Mamãe fazia sempre canjica. De coco. Ela não gosta de amendoim. O cheiro do quentão era delicioso! Os adultos, muito agasalhados, em rodas de bate-papo e a gente correndo aos berros de “cuidado, menina! Desce daí, menino!”</p>
<p>A fogueira era missão dos jovens adultos e dos pais. Juntavam restos de paus de construção, buscavam outro tanto no cerrado onde hoje é Águas Claras. Dessa parte eu tinha medo. Além da fogueira, detesto fogos até hoje. Tenho vontade de me juntar ao Zeca embaixo da cama quando começa o foguetório. Se eu acreditasse em reencarnação diria que morri queimada em outra vida.</p>
<p>Não faltava a quadrilha! Sempre tinha um professor por lá que coordenava a dança! Sem ensaio. Dançamos, brincávamos&#8230; ali, na rua mesmo. Sem alvará, papéis, assim, como deve ser, na rua. Na nossa rua!</p>
<p>E viva São João!</p>
<p>“Foi numa noite igual a esta, que tu me deste o coração, havia balões no ar, xote e baião no salão, e no terreiro o teu olhar que incendiou meu coração&#8230;” (Luiz Gonzaga)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Imagem:  Pintura em óleo – Djanira, 1968</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>* Christiane Nóbrega é advogada, escritora, mãe de três filhos e considerada a mais festeira fundadora do Coletivo Editorial Maria Cobogó.</p>
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