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	<title>Arquivos MEMÓRIA - Maria Cobogó</title>
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	<description>Coletivo Editorial Maria Cobogó</description>
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		<title>BRASÍLIA RESISTE!</title>
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		<dc:creator><![CDATA[MARIA COBOGÓ]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 27 Feb 2024 08:47:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Arte e Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Daily Featured]]></category>
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		<category><![CDATA[Brasília]]></category>
		<category><![CDATA[Lucio Costa]]></category>
		<category><![CDATA[MEMÓRIA]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Entrevista com a arquiteta Maria Elisa Costa, em 2018*   “Vem cá que eu quero te mostrar uma coisa. A coisa era Brasília!”, conta a arquiteta Maria Elisa Costa, filha do homem que ‘inventou’ a nova capital. Ela, que era estudante de arquitetura à época, foi a primeira a ver o projeto. 27 de fevereiro</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Entrevista com a arquiteta Maria Elisa Costa, em 2018*</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>“Vem cá que eu quero te mostrar uma coisa. A coisa era Brasília!”, conta a arquiteta Maria Elisa Costa, filha do homem que ‘inventou’ a nova capital. Ela, que era estudante de arquitetura à época, foi a primeira a ver o projeto.</p>
<p>27 de fevereiro é aniversário de nascimento do arquiteto Lucio Costa, que criou o plano urbanístico da nossa cidade. Maria Elisa é uma das guardiãs da obra de Lucio e sempre está atenta ao que ocorre na cidade, mesmo morando no Rio de Janeiro.</p>
<p>“Ninguém pode se achar proprietário dos pilotis dos prédios de Brasília!”, diz, com propriedade. Ela chamou de “estupidez” as grades na Praça dos Três Poderes, comentou sobre o “envelhecimento” da cidade e do absurdo do desleixo com a manutenção. Respondeu também sobre o duelo entre preservação e expansão urbana, manifestando alarme com a possível alteração de gabarito da W3. E clama: “Deixem o centro histórico de Brasília em paz!!” Mas ela garante que, apesar de todos os problemas, seu pai, se estivesse vivo, teria muita alegria em ver a cidade resistindo. “Isso estaria acima de qualquer decepção!”</p>
<div id="attachment_19761" style="width: 310px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-19761" class="size-medium wp-image-19761" src="https://outros-sites-mariacogobo-com-br.myzifz.easypanel.host/wp-content/uploads/2024/02/IMG_1392-300x218.jpg" alt="" width="300" height="218" srcset="https://mariacobogo.com.br/wp-content/uploads/2024/02/IMG_1392-200x145.jpg 200w, https://mariacobogo.com.br/wp-content/uploads/2024/02/IMG_1392-300x218.jpg 300w, https://mariacobogo.com.br/wp-content/uploads/2024/02/IMG_1392-400x290.jpg 400w, https://mariacobogo.com.br/wp-content/uploads/2024/02/IMG_1392-600x435.jpg 600w, https://mariacobogo.com.br/wp-content/uploads/2024/02/IMG_1392-768x557.jpg 768w, https://mariacobogo.com.br/wp-content/uploads/2024/02/IMG_1392-800x580.jpg 800w, https://mariacobogo.com.br/wp-content/uploads/2024/02/IMG_1392-1024x742.jpg 1024w, https://mariacobogo.com.br/wp-content/uploads/2024/02/IMG_1392-1200x870.jpg 1200w, https://mariacobogo.com.br/wp-content/uploads/2024/02/IMG_1392.jpg 1284w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /><p id="caption-attachment-19761" class="wp-caption-text">Maria Elisa Costa</p></div>
<p><strong>Marcia Zarur </strong>– O tombamento de Brasília, muito criticado por alguns setores por “engessar” a cidade, tem sido a única proteção para que o projeto original, criado por Lucio Costa, não seja totalmente descaracterizado. Você defende que a área tombada seja ainda maior do que a atual. Como seria isso?</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Maria Elisa Costa:</strong> Com o rolar dos anos, a área urbana do DF se desenvolveu ao sabor dos ventos, misturando projetos urbanos setoriais sem nenhum planejamento de conjunto, incorporando e regularizando invasões etc. etc., ou seja, em termos tradicionais brasileiros – a única coisa nova continua sendo o Plano Piloto da criação da cidade. Para assegurar a permanência ao longo do tempo desse testemunho vivo de um momento sem precedentes na nossa História, é importante perceber que no Distrito Federal convivem duas situações urbanas opostas e adjacentes: de um lado, extensa área urbana em expansão; de outro, seu núcleo original a ser preservado. Em termos administrativos, trata-se de duas abordagens necessariamente opostas:1- uma coisa é gerenciar o desenvolvimento urbano de uma cidade em expansão2- e outra, bem diferente, tem o objetivo de assegurar a preservação de seu núcleo original. Cuidar do Centro Histórico é mais simples: uma vez estabelecido institucionalmente que o CENTRO HISTÓRICO DA CAPITAL FEDERAL é a área delimitada pelo divisor de águas da Bacia do Paranoá, basta que toda e qualquer intervenção nessa área, mesmo não sendo localizada dentro do perímetro tombado ou em seu entorno direto, seja necessariamente compatível com o texto original da Portaria 314 do Iphan – cabendo a fiscalização dessa compatibilidade a uma comissão técnica permanente e de alto nível, criada para esse fim e com poder de veto, contando com representantes da sociedade civil organizada, da Presidência da República e do Governo do Distrito Federal.  É da maior importância para a defesa histórica e cultural do Brasil que possamos proteger o Centro Histórico da multiplicidade de pressões que atuam sobre a área urbana.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Marcia</strong> – O que significam para o plano original de Lucio Costa as grades na Praça dos Três Poderes e as cercas nos pilotis?</p>
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<p><strong>Maria Elisa:</strong> As grades na Praça dos Três Poderes são de uma estupidez constrangedora! Você acha que elas impediriam alguém que estivesse, MESMO, a fim de invadir um dos Três Poderes? Já os ensaios de cercar os pilotis são tolos, e qualquer pessoa pode, por lei, atravessar os pilotis de qualquer bloco. Os moradores dos apartamentos são “proprietários” a partir do primeiro andar!</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Marcia </strong>– Qual você acha que seria a reação de Lucio Costa hoje numa visita ao Plano Piloto? Ele ficaria satisfeito ou decepcionado?</p>
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<p><strong>Maria Elisa:</strong> Primeiro, meu pai não foi à inauguração de Brasília, preferiu ser representado pelas suas filhas (Helena e eu). Perguntado pela revista Time por que não foi, respondeu dizendo que preferia dividir a ausência com sua mulher, falecida poucos anos antes. Sobre a impressão que teria vendo Brasília hoje? Com todos os eventuais problemas, o prazer de ver que a cidade que ele inventou está resistindo seria maior do que qualquer decepção!</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Marcia </strong>– Qual seria a maior queixa hoje em relação a Brasília?</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Maria Elisa: </strong>Sobre a queixa que meu pai teria… Não sei. Já a mim o que incomoda é esta cócega que surge volta e meia de “corrigirem” o Plano Piloto (por exemplo, ontem ouvi uma história de estarem pensando em aumentar o gabarito na W3!). Daí a minha insistência na questão do Centro Histórico: por favor, descubram um lugar no DF para fazer um novo Centro Empresarial padrão DUBAI, onde poderiam fazer o que bem entendessem, e assim deixam o Centro Histórico de Brasília em paz!</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Marcia </strong>– Qual sua avaliação da frase do governador Rodrigo Rollemberg de que a cidade “está envelhecendo” para justificar a queda de parte do viaduto no Eixão Sul?</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Maria Elisa:</strong> O fato de a cidade “estar envelhecendo” torna exatamente INDISPENSÁVEL manutenção permanente, cuja falta nos últimos governos me parece flagrante na queda do viaduto. Bruno Contarini, engenheiro de consagrada competência e autor do projeto do viaduto, esclareceu muito bem a causa do desabamento: rachaduras abertas há anos, sem que se tomasse nenhuma providência, deixaram que a água, pouco a pouco, chegasse até as ferragens da estrutura protendida, rompendo os cabos! A meu ver, Bruno Contarini deveria ter carta branca na recuperação dessa estrutura.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Marcia</strong> – Qual a sua ligação afetiva com Brasília?</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Maria Elisa:</strong> Apenas um comentário para explicar minha ligação com Brasília: acontece que eu fui a primeira pessoa que soube como Brasília seria! Na época do concurso para o Plano Piloto, eu estava no 3° ano da Faculdade de Arquitetura, aqui no Rio. Um dia, meu pai me chamou e disse: “Vem cá que eu quero te mostrar uma coisa”. A “coisa” era Brasília! E o que mais me espanta lembrando isso hoje é que não achei nada de extraordinário, nem a mudança da capital nem o projeto dele… O Brasil de JK era assim, confiante, livre…</p>
<div id="attachment_19762" style="width: 310px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-19762" class="size-medium wp-image-19762" src="https://outros-sites-mariacogobo-com-br.myzifz.easypanel.host/wp-content/uploads/2024/02/IMG_1395-300x300.jpg" alt="" width="300" height="300" srcset="https://mariacobogo.com.br/wp-content/uploads/2024/02/IMG_1395-66x66.jpg 66w, https://mariacobogo.com.br/wp-content/uploads/2024/02/IMG_1395-150x150.jpg 150w, https://mariacobogo.com.br/wp-content/uploads/2024/02/IMG_1395-200x199.jpg 200w, https://mariacobogo.com.br/wp-content/uploads/2024/02/IMG_1395-300x300.jpg 300w, https://mariacobogo.com.br/wp-content/uploads/2024/02/IMG_1395-400x399.jpg 400w, https://mariacobogo.com.br/wp-content/uploads/2024/02/IMG_1395-560x560.jpg 560w, https://mariacobogo.com.br/wp-content/uploads/2024/02/IMG_1395-600x598.jpg 600w, https://mariacobogo.com.br/wp-content/uploads/2024/02/IMG_1395-768x765.jpg 768w, https://mariacobogo.com.br/wp-content/uploads/2024/02/IMG_1395-800x797.jpg 800w, https://mariacobogo.com.br/wp-content/uploads/2024/02/IMG_1395-1024x1020.jpg 1024w, https://mariacobogo.com.br/wp-content/uploads/2024/02/IMG_1395.jpg 1095w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /><p id="caption-attachment-19762" class="wp-caption-text">JK e Lúcio Costa</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;">***</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>*Entrevista concedida por Maria Elisa Costa a Marcia Zarur, publicada originalmente no site Olhar Brasília, em 2018.</p>
<p><strong><a href="https://www.instagram.com/marciazarur/">Marcia Zarur</a>, </strong>jornalista, escritora e cofundadora do Coletivo Editorial Maria Cobogó. Apaixonada por Brasília, é Presidente da Fundação Athos Bulcão, criadora e apresentadora do Podcast Cultura ao Quadrado (SESC-DF) e colunista da Nova Brasil FM, onde apresenta o programa Nossa Cidade.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Fotos: Maria Elisa e Lúcio Costa / Divulgação ; Lúcio Costa e JK / Arquivo Público</p>
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