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	<title>Arquivos Leitura - Maria Cobogó</title>
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	<description>Coletivo Editorial Maria Cobogó</description>
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		<title>De Riobaldo, Sinhá Vitória e outros seres extraordinários</title>
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		<dc:creator><![CDATA[MARIA COBOGÓ]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 23 Dec 2019 13:26:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Leitura]]></category>
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		<category><![CDATA[Livros]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por Claudine M. D. Duarte | Final de ano. Começo de ano. (Re)início de ciclos. Mudança de casa. Nova cidade, talvez velho continente. Lugares a conhecer. Livros a serem lidos... ou escritos. Tudo é motivo para listas. A vida pode ser mais confortável com uma ou várias listas ao lado. Acreditamos. Uma forma de nos</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Por <a href="https://outros-sites-mariacogobo-com-br.myzifz.easypanel.host/escritoras/claudineduarte/">Claudine M. D. Duarte |</a></p>
<p>Final de ano. Começo de ano. (Re)início de ciclos. Mudança de casa. Nova cidade, talvez velho continente. Lugares a conhecer. Livros a serem lidos&#8230; ou escritos. Tudo é motivo para listas. A vida pode ser mais confortável com uma ou várias listas ao lado. Acreditamos. Uma forma de nos ajudar a desmontar – ou mascarar – o caos que nos ronda&#8230; e assusta.</p>
<p>Nos jornais, blogs e redes sociais, cada um apresenta a sua. Gosto de ler. Na verdade, amo ler. E mais que isso, amo apresentar livros aos amigos. Por sorte, convivo com outras pessoas que também são amantes dos livros e da literatura e, gentilmente, perdoam – creio &#8211; essa minha obsessão. Assim, amo as listas dos melhores livros do ano, do século, dos premiados, dos indicados pelo Assis Brasil ou da preciosa lista elaborada pelo Hemingway <em>“do que você deve ler”. </em>Não consegui ainda juntar as várias e desencontradas listas dos <em>melhores livros de todos os tempos&#8230; </em>Juro que existem.</p>
<p>Pensei em fazer a minha lista dos melhores livros (já lidos e relidos, óbvio), mas a ansiedade foi tanta que registrei essa vontade de escrever na relação de <em>“coisas que posso fazer um dia”</em>. E decidi contar dos personagens que moram dentro de mim. São inúmeros! Por limite de espaço relacionei alguns que eu <em>‘vejo’</em> ou <em>‘escuto’ </em>todos os dias.</p>
<p>A literatura me concedeu momentos inesquecíveis e fica difícil não considerar <strong>Riobaldo</strong> um amigo, falando baixinho quase em sussurros que <em>“a vida é assim&#8230; o que ela quer da gente é coragem”.</em> E como olhar a lua, redonda, suspensa e desmedida sem lembrar do <strong>Conde Fosca</strong> condenado à eternidade, aterrorizado pelos ciclos que contempla interminavelmente e sonha <em>“que não há mais homens. Todos estão mortos. A terra é branca. Ainda há a lua no céu e ela ilumina uma terra toda branca. Estou só&#8230;” </em></p>
<p>Às vezes, escuto os passos arrastados de <strong>Sinhá Vitória</strong> caminhando pelas ruas e sonhando com uma cama de tiras&#8230; <em>“Por que não haveriam de ser gente&#8230; Com certeza existiam no mundo coisas extraordinárias.”</em></p>
<p>Vale incluir nessa lista um <strong>amor</strong>, personagem da incrível Marguerite Duras, explorando o barulho do mar e gritos de gaivotas famintas como trilha sonora: <em>“Assim, no entanto, você pode viver esse amor do único jeito que era lhe possível, perdendo-o antes que ele acontecesse.”</em></p>
<p>O García Márquez soube criar seres memoráveis e me sinto acompanhada por muitos deles. Sempre que abro a lata de café, constato a presença do <strong>Coronel </strong>que <em>“sobrevivente de tantas outras manhãs”</em>, espera e espera uma carta que nunca vem&#8230;. Sorve seu café. Uma espera de cinquenta e seis anos. De novo, era outubro &#8211; <em>“uma dessas raras coisas que chegavam”</em>.  Outro coronel – o <strong>Aureliano Buendía</strong> – faz sua estreia numa cena emocionante quando, diante do pelotão de fuzilamento, recorda <em>“aquela tarde remota em que seu pai o levou para conhecer o gelo”. </em></p>
<p>De memória, solidão, e esperas intermináveis, Gabo ainda nos deu o<strong> Patriarca</strong>, o ditador de uma idade imprecisa &#8211; entre 107 e 232 anos, que todas as noites percorre o corredor que leva a seu quarto mirando<em> “vinte e três vezes”</em> o lugar onde antes ficava o mar: <em>“um tirano de mentira que nunca soube onde estava o avesso e onde estava o direito desta vida que amávamos com uma paixão insaciável que o senhor não se atreveu sequer a imaginar por medo de saber o que nós sabíamos de sobra que era árdua e efêmera&#8230;”</em></p>
<p>Contei: já são sete personagens, sete livros. Gosto de setes. Sinto que trazem sorte. Desejo a todos muitos setes em 2020, 2021, &#8230; dois mil e vinte e setes.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Por ordem de aparição neste texto:</p>
<ol>
<li>Grande Sertão: Veredas, de João Guimarães Rosa</li>
<li>Todos os Homens são Mortais, de Simone de Beauvoir</li>
<li>Vidas Secas, de Graciliano Ramos</li>
<li>A Doença da Morte, de Marguerite Duras</li>
<li>Ninguém Escreve ao Coronel, de Gabriel García Márquez</li>
<li>Cem Anos de Solidão, de Gabriel García Márquez</li>
<li><span style="vertical-align: inherit;"><span style="vertical-align: inherit;">O outono do patriarca, de Gabriel García Márquez</span></span></li>
</ol>
<p>&nbsp;</p>
<p>Para os que ficaram curiosos com a lista do Ernest Hemingway:</p>
<p><a href="https://homoliteratus.com/16-obras-que-todo-jovem-escritor-deve-ler-segundo-hemingway/">https://homoliteratus.com/16-obras-que-todo-jovem-escritor-deve-ler-segundo-hemingway/</a></p>
<p style="text-align: center;">***</p>
<p>Imagem: https://estadodaarte.estadao.com.br/podcast-grande-sertao-veredas/</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Marias suaves e fortes</title>
		<link>https://mariacobogo.com.br/marias-suaves-e-fortes/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[MARIA COBOGÓ]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 02 Dec 2019 13:50:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[Contos]]></category>
		<category><![CDATA[Leitura]]></category>
		<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[Maria Cobogó]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por Clara Arreguy* É um encanto o livro Cigarras, Lagartas e Outras Marias, de Solange Cianni (Maria Cobogó), que reúne 16 contos protagonizados por mulheres no limite entre o que avisa o subtítulo: eróticos e românticos. São histórias escritas com delicadeza, linguagem limpa, sem excessos de adjetivação, mas com as sutilezas que o tema requer.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>por Clara Arreguy*</p>



<p> É um encanto o livro Cigarras, Lagartas e Outras Marias, de Solange Cianni (Maria Cobogó), que reúne 16 contos protagonizados por mulheres no limite entre o que avisa o subtítulo: eróticos e românticos. São histórias escritas com delicadeza, linguagem limpa, sem excessos de adjetivação, mas com as sutilezas que o tema requer. E que trazem várias facetas de mulheres, das mais fortes às mais vulneráveis.<br><br> Solange é mais conhecida por sua obra para crianças. São quatro livros voltados para esse público. Atua na área escolar, como pedagoga e psicopedagoga, e vem também do teatro, no qual trabalhou como atriz. Aqui, em Cigarras, Lagartas e Outras Marias, não se preocupou em disfarçar questões que poderiam, em tese embaraçá-la junto a seu público original. Afinal, professoras, mães e avós também têm desejos e vida sexual.<br><br> As personagens dos contos de Solange são gente como a gente. Como Maria das Dores e dos Amores, que ao tomar um pilequinho sozinha em seu quarto consegue se ver, não gorda e cheia de rugas, mas linda e gostosa, amável e desejável, ainda que o frio da cama lhe desperte saudades de um possível companheiro, o mesmo que, durante o sonho, lhe provocará orgasmos múltiplos.<br><br> Em histórias como essas, Solange tira do armário os desejos e angústias da mulher comum, mostrando que cada lagarta viverá seu período de casulo até que se torne borboleta numa próxima primavera. </p>



<p>* Clara Arreguy é jornalista e editora </p>
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