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	<title>Arquivos distopia - Maria Cobogó</title>
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	<description>Coletivo Editorial Maria Cobogó</description>
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		<title>A Queda de George Orwell</title>
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		<dc:creator><![CDATA[MARIA COBOGÓ]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 25 Jan 2021 12:00:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Arte e Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[distopia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por Ana Maria Lopes * |   Caiu em domínio público. É a notícia boa desse janeiro de 2021. Agora, qualquer editora pode publicar o homem que escreveu “1984”, a “Revolução dos Bichos”, dezenas de outros livros e centenas de artigos e ensaios. A notícia fez com que quatro editoras brasileiras se debruçassem sobre as</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;">por <a href="https://outros-sites-mariacogobo-com-br.myzifz.easypanel.host/escritoras/anamarialopes/"><strong>Ana Maria Lopes</strong></a> * |</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Caiu em domínio público. É a notícia boa desse janeiro de 2021. Agora, qualquer editora pode publicar o homem que escreveu “1984”, a “Revolução dos Bichos”, dezenas de outros livros e centenas de artigos e ensaios.</strong></p>
<p><strong>A notícia fez com que quatro editoras brasileiras se debruçassem sobre as obras de Orwell. Não sem motivos. Além da qualidade e da importância de suas obras, somente neste ano pandêmico de 2020, o autor vendeu mais de sessenta mil exemplares no Brasil. Números que fazem qualquer autor brasileiro roer as unhas até os cotovelos.</strong></p>
<p><strong>Orwell escrevia distopias literárias para compreender o presente. Suas narrativas são surreais, mas, no entanto, são igualmente lógicas e atuais.</strong></p>
<p><strong>Nasceu com o nome de Eric Arthur Blair, na Índia britânica, em Motihari. Adotou, em seu pseudônimo, o nome do rio Orwell, que deságua no sudeste da Inglaterra. Estudou, segundo ele, na “mais cara e esnobe das escolas públicas inglesas”, a Eton School. Foi na Eton que Orwell teve aulas com Aldous Huxley.</strong></p>
<p><strong>Sua vida foi agitada. Alistou-se e lutou na Polícia  Imperial da Índia. Ali ficou tempo suficiente para começar a detestar o imperialismo britânico. Cinco anos depois, larga toda sua carreira militar e muda-se para Paris. A França lhe deu inspiração para escrever. Escreveu muito e destruiu tudo. Acreditava que faltava qualidade em seus escritos.</strong></p>
<p><strong>Passou fome, viveu nas ruas e conheceu o submundo parisiense. Mas, em 1933, intermediado pela gaúcha Mabel Lilian, filha de ingleses, lança seu primeiro livro – “Na Pior em Paris e Londres” &#8211; com o pseudônimo George Orwell.  Sua ligação com a brasileira que morava em Londres lhe rendeu apoio e contatos profissionais. Ela passou a ser, também, amante e intermediária de Orwell com o pai, que o criticava por ter trocado a vida militar pela boemia.</strong></p>
<p><strong>Seu passado militar falou mais alto quando resolveu se engajar na Guerra Civil Espanhola, onde levou um tiro na garganta.</strong></p>
<blockquote><p><strong>“<em>Tornei-me pró-</em><em>socialista</em><em> mais por desgosto com a maneira como os setores mais pobres dos trabalhadores industriais eram oprimidos e negligenciados do que devido a qualquer admiração teórica por uma sociedade planificada”. </em></strong></p></blockquote>
<p><strong>Nesse tempo, entra para o Partido Operário de Unificação Marxista.</strong></p>
<blockquote><p><strong><em>“A humanidade precisa se libertar do conceito de Deus e do Diabo, e admitir que ela mesma faz o bem e o mal.”</em></strong></p></blockquote>
<p><strong>Seus livros causam perplexidade e sucesso. Na sua lista de admiradores está Anthony Burguess, que escreveu, influenciado pelo livro “1984”, “Laranja Mecânica”. Burguess considera o livro de Orwell, uma das cinco distopias mais importantes da literatura.</strong></p>
<p><strong>David Bowie foi outro admirador. Sua intenção, ditada na revista Rolling Stones, em 1974, era a de transformar “1984” em um musical para a TV. Não deu certo.</strong></p>
<p><strong>Após a posse de Donald Trump, em 2017, esse livro bateu recorde de vendas na Amazon. As vendas tiveram um aumento de 10.000%.</strong></p>
<p><strong>“1984”, escrito no ano de 1949, teve outra venda recorde quando Edward Snowden revelou o fato de os Estados Unidos estarem monitorando líderes mundiais.</strong></p>
<p><strong>O mundo gosta de distopias.</strong></p>
<p><strong>George Orwell morreu longe dos campos de batalha. A tuberculose acabou com sua vida em 1950, quando o autor tinha 46 anos.</strong></p>
<p><strong>O Brasil é signatário da Convenção de Berna, que estabelece que os direitos autorais sobre as obras terminam setenta anos após a morte do autor.</strong></p>
<p><strong>Neste ano pandêmico – e distópico &#8211; começa a corrida para reeditar George Orwell. Ganhamos todos.</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong>***</strong></p>
<p>*<a href="https://www.instagram.com/anamarialopes68/"><strong>Ana Maria Lopes</strong></a> é jornalista, escritora, fundadora do Coletivo Maria Cobogó e vive, neste momento, no Brasil, uma distopia tão grande que nem mesmo George Orwell poderia imaginar.</p>
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