<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Arquivos Paraty - Maria Cobogó</title>
	<atom:link href="https://mariacobogo.com.br/tag/paraty/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://mariacobogo.com.br/tag/paraty/</link>
	<description>Coletivo Editorial Maria Cobogó</description>
	<lastBuildDate>Mon, 22 Jul 2019 09:00:52 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=6.9</generator>
	<item>
		<title>Flip 2019 &#8211; Impressões</title>
		<link>https://mariacobogo.com.br/flip-2019-impressoes/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[MARIA COBOGÓ]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 22 Jul 2019 09:00:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Arte e Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[festa literária]]></category>
		<category><![CDATA[flip]]></category>
		<category><![CDATA[flip2019]]></category>
		<category><![CDATA[Paraty]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://outros-sites-mariacogobo-com-br.myzifz.easypanel.host/?p=18324</guid>

					<description><![CDATA[<p>Por Christiane Nóbrega  Fotografia de Elias Lucena Semana passada estive em mais uma edição da Flip - Festa Literária Internacional de Paraty. Sem dúvida, o evento literário mais charmoso do País! Foi minha segunda vez por lá (leia sobre a primeira vez aqui) e mais uma vez foi maravilhoso. Muita arte, muita cultura e muito</p>
<p>O post <a href="https://mariacobogo.com.br/flip-2019-impressoes/">Flip 2019 &#8211; Impressões</a> apareceu primeiro em <a href="https://mariacobogo.com.br">Maria Cobogó</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Por <a href="https://outros-sites-mariacogobo-com-br.myzifz.easypanel.host/escritoras/christianenobrega/">Christiane Nóbrega </a></p>



<p>Fotografia de <a href="https://www.facebook.com/fotografoporatrevimento/">Elias Lucena</a></p>



<p><strong>Semana passada estive em mais uma edição da Flip &#8211; Festa Literária Internacional de Paraty. Sem dúvida, o evento literário mais charmoso do País! Foi minha segunda vez por lá (<a href="http://chrisdequintino.blogspot.com/2015/07/ferias-julho-2015-parte-ii-flip.html">leia sobre a primeira vez aqui</a>) e mais uma vez foi maravilhoso. Muita arte, muita cultura e muito discurso com pouca prática.</strong></p>



<p><strong>Os temas das mesas provocaram uma necessária reflexão sobre a atualidade no Brasil, sobretudo sobre os conflitos sociais, polarização política, ódio explícito (machismo, misoginia, racismo, homofobia, elitismo) e pela crise da democracia brasileira pós golpe de 2016, tudo sob protesto de uma meia dúzia de opositores barulhentos e raivosos. </strong></p>



<p><strong>Muitas escritoras pretas na programação oficial. Escritores angolanos, nigerianos. Na programação das casas associadas e paralelas, um monte de coletivos editoriais e muitos eventos gratuitos espalhados pela cidade.</strong> </p>



<p><strong>Logo na abertura da Flip &#8211; na programação principal &#8211; o espetáculo “Mutação de Apoteose”, exibiu um vídeo fortíssimo com cenas da sangrenta história recente do Brasil. Assassinato de Mariele e Anderson, massacres de povos indígenas, a atuação violenta e truculenta das polícias, o genocídio diário, o encarceramento em massa de pobres e pretos. Em seguida, o espetáculo contou com uma tímida participação dos indígenas locais. Tudo muito bonito e emocionante. Mas a inclusão ficou só no vídeo mesmo. </strong></p>



<p><strong>A entrada para a tenda principal era cara, disputada. Seu público? Obviamente o retrato da elite branca brasileira, nível carros blindados e seguranças. Bem verdade que havia um espaço montado para transmissão ao vivo das mesas principais, mas precisa mesmo dessa segregação? Por que não um espaço único?</strong></p>



<p><strong>Os indígenas participaram da abertura (todos dizem óh&#8230;), mas foram nas ruas mais afastadas que expuseram seu trabalho. Ali, no chão mesmo, ao relento, literalmente à margem da Flip oficial. Não teria sido melhor inclui-los na programação oficial como protagonistas e não como totens? </strong></p>



<p><strong>A Flipinha, espaço dedicado às crianças, merece um capítulo à parte. Nessa edição, foi reduzida a um arremedo de lona de circo no meio da praça. Terrivelmente quente e que, com certeza, se chovesse, ficaria inviabilizada. Ao seu redor, brita. Isso senhoras e senhores, brita. Um terror para bebês. O espaço, de tão mínimo, quando recebia escolas locais, com não mais que pequenos grupos, ocupavam todo o minúsculo espaço. Tudo sem cadeiras, banheiro e nem uma mesinha que servisse de fraldário.</strong></p>



<p><strong>A programação da Flipinha não teve melhor sorte, repetitiva e enfadonha, com a exceção de um ou dois momentos que valeram ouro, como a participação do escritor Jonas Ribeiro. Nenhuma autora ou autor infantil na programação principal. Nenhum.</strong></p>



<p><strong>É incompreensível tanto desdém. Sobretudo, quando o debate da vez é a crise do mercado editorial. Não são as crianças seu presente e futuro? Nem o espaço dos infantis na Livraria da Travessa estava bacana. Poucos títulos, estantes altas e muitos títulos mais comerciais que literários. </strong></p>



<p><strong>Para além dessa questão, se dizer feminista e não incluir crianças é bem contraditório. Claro que se o local não é acolhedor pras crias, a mãe também deixa de ir. Companheiros que assumam seu papel ainda são exceções e rede de apoio é privilégio de poucos. Pode-se dizer que não havia banheiros públicos de tão poucos. Os dos restaurantes, exclusivos para clientes. Fraldários, não vi nenhum. </strong></p>



<p><strong>Justiça seja feita! O SESC e o Museu da Língua Portuguesa, além de programação específica para crianças, tinham distrações para os pequenos leitores tornando-os também acessíveis às mães. </strong></p>



<p><strong>As preocupações de como divulgar, como vender, como conquistar mercado, quais os novos caminhos&#8230; são unânimes e foram abordadas com variados enfoques. O fato é que o mercado editorial teve por anos o setor público como principal comprador e com os cortes dos programas, ficaram meio que à deriva. Mas em pouquíssimos desses debates se discutiu a formação de leitores e em menos ainda a democratização ao acesso à literatura, o que leva a crer que ano que vem acontecerão exatamente os mesmos debates. </strong></p>



<p><strong>A Flip de fato é um sucesso. Voltaria mil vezes e recomendo mais ainda. Mas alguém aí precisa ajustar a sintonia entre o discurso e a prática. Os indígenas, os pretos, as crianças, os LGBTQ+, as mães, precisam sair da margem da Flip, esse já é o lugar que a sociedade os relega. Queremos o protagonismo. Espero nas próximas edições ver todas essas contradições diminuídas com muita prática e novos discursos. Não basta se dizer inclusiva, tem que ser inclusiva.</strong></p>
<p>O post <a href="https://mariacobogo.com.br/flip-2019-impressoes/">Flip 2019 &#8211; Impressões</a> apareceu primeiro em <a href="https://mariacobogo.com.br">Maria Cobogó</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
