O MAR QUE NOS UNE - Maria Cobogó
18235
post-template-default,single,single-post,postid-18235,single-format-standard,translatepress-pt_BR,ajax_fade,page_not_loaded,,qode-title-hidden,side_area_uncovered_from_content,qode-theme-ver-16.5,qode-theme-bridge,disabled_footer_bottom,wpb-js-composer js-comp-ver-5.4.7,vc_responsive

O MAR QUE NOS UNE

Por Ana Maria Lopes

Temos vivido momentos de nebulosidade em nosso País. Passamos por incertezas e mazelas que abarrotam o noticiário brasileiro levando-nos a um sentimento de tristeza e baixa auto-estima. Mas quando nos achamos quase atingindo o fundo do poço, surgem esperanças. Tiramos o lenço do bolso, enxugamos as lágrimas e vamos celebrar.

E é para celebrar o prêmio recebido pela jovem Juliana Estradioto. A gauchinha de Osório recebeu o primeiro lugar em um projeto de pesquisa sobre ciências dos materiais pela International Science and Engineering Fair, nos Estados Unidos. E nosso coração se enche de orgulho ao vê-la afirmar: “Nós, jovens, somos o futuro, somos o presente e podemos mudar o mundo”.

No mesmo rastro glorioso de Juliana, vem Karim Ainouz com seu filme “A Vida Invisível de Eurídice Gusmão” receber o principal prêmio do Festival de Cannes – Um Certo Olhar. Rechaçando o machismo, tema abordado no longa, o cearense Ainouz dedica a honra “a todas as mulheres do mundo”.

E para nos encher mais de orgulho, Chico Buarque de Holanda recebe, por unanimidade, o Prêmio Camões de Literatura, o mais prestigioso da língua portuguesa e equivalente ao Nobel concedido pela academia sueca. O mundo lusófono comemorou em êxtase e reverberou as palavras do presidente de Portugal: “Ele é o mais extraordinário escritor de canções e um dos maiores da língua portuguesa”.

E com esses três reconhecimentos, em áreas tão diversas, podemos dizer que, entre tantos dissabores da vida brasileira, há um valor maior, que há uma garra que não nos faz desistir nunca e nos faz resistir sempre.